Blog is a losing game.


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The following is a list of all entries from the Coisa Séria category.

Rio 2016 – Conseguimos, mas pelos motivos certos?

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A resposta que todos esperavam veio hoje: o Rio de Janeiro se tornou oficialmente a sede das Olimpíadas de 2016. Fico feliz quando minha cidade conquista algo importante, mas eu não era a favor dessa candidatura.

Eu gosto muito de Olimpiadas. E ter a chance de vê-las assim, de tão perto é uma satisfação para qualquer amante do esporte. Porém, o principal problema dessa candidatura é o excesso de promessas que foram necessárias para que esse evento viesse para as nossas mãos. O nosso governo pensa da seguinte forma: “Vamos conquistar a candidatura pra gente, depois a gente vê como faz pra ajeitar a cidade”. Não deveria ser o oposto? Dar condições básicas para o Rio, em termos de saúde, educação, transporte,  incentivo para o turismo e sistema hoteleiro. e assim se candidatar a um evento tão grandioso? Porque as grandes mudanças são estimuladas pelo vislumbre da visita de turistas e atletas que vão passar duas semanas na cidade e só daqui a 7 anos, quando na verdade os cariocas precisam de mudanças pra ontem?

Os papéis se invertem nesse caso, mas já que conseguimos, nos resta torcer pra que o Rio só melhore. Estamos cansados de degradação e constantes situações de aperto.

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No 11 de setembro eu estava…

Em casa. Eu tinha 14 anos e fazia algumas pro colégio quando vi na TV um avião atingindo o World Trade Center. Em um primeiro momento a coisa toda me pareceu um terrível acidente: um avião sem controle colide com um prédio. Mas quando você vê uma segunda aeronava bater direto na outra torre, pensei: Tem alguém com sério problema ai dentro.


Sobre o #forasarney

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ilustração do Kemp

Muito se falou contra a mobilização que fizeram para que  a hashtag  #forasaney fosse parar nos Trending Topics do Twitter. A principal critica era que é muito fácil se fazer de ativista político sentado na frente do computador. E sim, é muito fácil mesmo.  O problema é que as pessoas precisam enxergar que esse ato aparentemente feito por muitos acomodados que ficam na frente do pc pode ser a porta para outros tipos de manifestações contra tudo o que há de ruim nesse país.

Algumas manifestações foram organizadas em várias cidades Brasil a fora pra protestar contra a múmia política do José Sarney e suas centenas de atos secretos e parentes encabidados no Senado Federal. Se tudo começou no Twitter ou em outro lugar da Internet, se contou com apoio de celebridades ou não, isso não vem ao caso: estamos em outro mundo, diferente daquele em que muitos eram censurados nos anos 60 e 70, e a nossa voz pode ganhar as ruas. Bastá só um pouco de formça de vontade.


#diplomafail

Diploma

Algumas opiniões bem interessantes sobre essa questão da não-obrigatoriedade do diploma para jornalista:

Go to Heaven

Olhômetro

Flores na Janela

Eu termino a faculdade  de jornalismo no fim do ano.  Não foi nada fácil passar, lutar até contra gente que torceu o nariz pra minha escolha e sempre pensou que se eu não fosse virar Fátima Bernardes, pra quê ser jornalista? Mas lá aprendi muito. Aprendi a ser mais critica, não acreditar em tudo o que sai por aí e ver que é possível induzir com palavras. Hoje consigo criticar a diagramação de um jornal, perdi o (terrível) hábito do gerundismo que eu tinha na escrita,  conheci gente muito legal, conheci gente nem tão legal assim… São essas  coisas que, a partir de hoje eu vou levar comigo da faculdade, pPor que do diploma eu nem preciso mais. Não concordo com a decisão, mas não deve ser o fim do mundo, pelo menos por enquanto.


Um post sobre as Barcas e seu serviço medíocre.

Quem mora na cidade Niterói,  conhece bem o perrengue: aqueles que trabalham/estudam no Rio ou precisam chegar à terra de Arariboia (eu inclusa) e dependem do transporte público para se locomover têm duas opções:  ou encara o trânsito no estilo devagar-e-sempre da ponte Rio-Niterói ou  vai em direção à estação das Barcas.  Só que fazer isso na famosa hora do Rush pede paciência do usuário.

Ontem, devido ao aumento da demanda por causa do feriado prolongado, as embarcações não foram suficientes, causando filas ainda mais quilométricas do que de costume para o embarque. O pessoal ficou nervoso com o tratamento dispensado e rolou um quebra quebra.

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Foto: Jornal O Dia

Óbvio que eu não apoio esse tipo de coisa, é até um pouco compreensível a revolta do povo. A Barcas S/A é uma tristeza. A precariedade do serviço é vergonhosa: poucas embarcações, barcas abarrotadas de gente e filas gigantescas no embarque. O que me espanta é que na hora de aumentar o preço do serviço eles não fazem nenhuma cerimônia.

Tudo o que nos resta agora é esperar algum tipo de intervenção do Governo do Estado sobre esse problema, que pelo que vimos ontem, está muito longe de acabar.


Hora do Planeta

Hora do Planeta 2009.

Tudo o que você precisa fazer hoje é apagar as luzes da sua sala das 20:30 até as 21:30.
Mostre que você se importa com o futuro do planeta!


Sobre o fechamento da Discografias

Enquanto artistas se posicionam contra criminalização de quem faz download de musicas na Internet, a maior comunidade de Downloads musicais do Orkut foi fechada por ameaças da APCM ontem.

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Eu não acessava a comunidade com frequência, somente quando não encontrava o que eu procurava em outros programas. Mas em todas a s vezes que fui lá atrás de uma banda ou cantor específico, achava um tópico  daquele artista que eu queria conhecer. E o acervo era muito variado;  ia de Calypso a Iron Maiden.

Sinceramente? A discografias foi fechada, mas muitas outras comunidades serão abertas, e outras formas de acesso a esse material serão criados para que cada vez mais a música seja um bem acessível a todos. Os empresários de gravadoras não vencerão assim tão facilmente e de maneira tão autoritária e vai ser dificil eliminar essa forma livre de obtenção de música e de cultura em geral.

Aqui tem o link para o comunidado que foi postado na comunidade.


Desligue o PC e vá ler um livro!

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Foto: Getty Images

Uma das coisas que eu coloquei na minha lista de resoluções para 2009 é que eu queria ler mais, até porque ano passado só consegui ler uns 4 livros durante o ano todo. E não é falta de livro pra ler não. Muito pelo contrário.

Eu continuo comprando livros e eles vão se acumulando no meu armário, à espera de uma brecha no meu bom humor e na vontade para serem escolhidos e finalmente, apreciados. Atualmente tempo é o que não me falta: estou de férias da faculdade e meu estágio só ocupa quatro horas do meu dia. Um ótimo lugar pra colocar esse hábito em dia é no ônibus. Gasto um tempo considerável me deslocando paela cidade e seria um ótimo adianto. Mas, nem sempre tenho vontade e fico pensando em mil coisas enquanto olho pela janela e espero o meu ponto chegar.

Mas o problema desse bloqueio com a literatura é que sempre acho outra coisa que eu julgo melhor para fazer; na maioria das vezes, é a internet que me afasta dos livros. Dou preferência a ficar na frente da tela, e nem sempre isso acaba sendo produtivo.

Eu sei que isso vai mudar e em breve. Minha monografia está se aproximando e vou me ver obrigada a ler, e muito. Espero que não seja sofrível e que, o hábito da leitura volte a ser um dos meus passatempos favoritos.


Desabafo Político

Chega a ser engraçado ver os prefeitos aqui do Rio mostrando serviço logo nos primeiros dias do ano. Eduardo Paes deu uma passadinha no Salgado Filho pra vero pepino que ele vai ter encarar na saúde; Jorge Roberto Silveira vai visitar as (várias) obras inacabadas de Niterói, entre elas a Cantareira, local onde eu transito quase todo dia e que está em obra desde que eu comecei a faculdade.

Espero que esse fôlego dure os quatro anos, porque coisa pra fazer nas duas cidades é o que não falta.


Sapatos voadores

Domingo costuma ser um dia fraco em termos de notícia, a não ser quando rola uma final de campeonato ou tragédias inesperadas. Mas, navegando em alguns sites repletos de matérias frias, a chamada me prende a atenção: Um jornalista iraquiano atira o sapato no Bush.  Claro que, por não aprovar nem um pouco o seu governo,  na mesma hora estampei um sorriso um sorriso de “bem feito” bem largo.

Depois vi no Fantástico que você jogar um sapato em alguém é uma ofensa gravíssima entre os árabes. A Globo até relembrou quando a estátua do Sadam Husseim foi derrubada lá em Bagdá. podia-se ver os sapatinhos voando na cabeça do ditador. Imagina se a moda pega por esses lados do ocidente?


Update: Meia entrada.

Então, segundo a Folha,  aprovaram o projeto que restringe a meia entrada. Mas isso ainda vai passar pelo Congresso e depois vai pra sanção presidencial.


Meia entrada: ter ou não ter?

O Senado vota hoje novas regras para meia-entrada em eventos culturais no Brasil. A proposta prega a restrição do benefício a 40% dos ingressos vendidos. De um lado, os estudantes, representados pela UNE, que são contra a regra, e de outro, artistas e produtores que apóiam a nova lei.

Meia entrada no Brasil é uma verdadeira bagunça. Não há uma regra ou um registro único que diga quem é realmente estudante e quem tem a carteirinha somente para ter o benefício de pagar menos em cinemas e shows. Esse é o princpal problema.

O primeiro passo a ser dado para botar alguma ordem nessa zona seria uma unificação da identificação dos estudantes. Assim, ficaria mais fácil saber se o portador pode usar do benefício da meia-entrada ou não.  Um cadastro único onde casas de shows, cinemas, e teatros possam ter acesso para comprovar se a pessoa está matriculada regularmente na escola ou em alguma faculdade seria de grande utilidade. Reduziria drasticamente o número de fraudes.

É claro que deve haver uma colaboração dos dois lados. Não se sabe dizer se o alto índice de meia-entradas hoje no Brasil é fruto dos altos preços dos ingressos, ou se esses preços abusivos apareceram por conta do grande crescimento do benefício aos estudantes. Mas se quem promove cultura não reduz o valor das entradas, o mercado vai ruir, ou, na melhor das hipóteses, ficar do jeito que está. Quem não se passa por estudante fica com um rombo no orçamento cada vez que quiser ir ao cinema ou assistir a uma peça.

Isso vai ser uma novela, então cenas dos próximos capítulos em breve.


Porque ser contra ao Projeto Azeredo

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A polêmica sobre esse projeto de lei tem rolado durantes alguns meses.  A primeira coisa que fiz quando fiquei sabendo desse projeto de lei foi procurar o próprio  para ler e tentar entender o que ele quer dizer. Óbvio que eu fiquei sem entender um monte de coisa, mas o principal que cerca toda essa discussão é o carater generalista da coisa. 

O trecho mais polêmico é, sem sombra de dúvidas,  ” obter ou transferir dado ou informação disponível em rede de computadores, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado, sem autorização ou em desconformidade à autorização, do legítimo titular, quando exigida”  A sentença enquadra várias atividades, que os tais “usuários normais”, termo usado pelo próprio Senador, mais utilizam na web hoje. Qualquer coisa hoje em dia está em rede, e qualquer informação que voce pegue pra si vira crime? No mundo em a particpação e a colaboração se proliferam na velocidade da luz?

A nossa função aqui é evoluir, aprender com erros,  melhorar tanto o que não presta quanto o que funciona também. Se tudo na internet puder virar um crime aos olhos da justiça, o mais democrático meio de comunicação e com maior maior potencial de crescimento e popularização do nosso tempo vai ser deteriorar. Se seu cachorro está com pulga, você, ao invés de exterminar a pulga, mata o seu cachorro?  

 Vai rolar inclusive um protesto pela liberdade na Internet no estilo flash mob hoje, às 18h, no Rio e em São Paulo: Se tiver afim, aí vão os endereços:

Em São Paulo: na Avenida Paulista, canteiro central, altura do número 900 (em frente ao Objetivo).

No Rio de Janeiro: na Cinelândia, em frente à Câmara Municipal.

Não podia faltar uma petição também. Clica aqui e se junte aos mais de 120 mil usuários que já se manifestaram.


Mais eleição – EUA

Artista é uma classe que sempre mete o bedelho em política. Nos Estados Unidos então…

no site Obeygiant tem vídeos de várias pessoas conhecidas pedindo voto para o Barack Obama.

Destaco alguns artistas interessantes, como o Flea (Red hot Chilli Peppers) e o trio Devendra Banhart, Fab Moretti e Ana Calderon


Go Go Obama

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Esse é um blog que toma partido. E nas eleições dos States, o partido é democrata.


O Rio sem Gabeira

Hoje eu podia falar do Tim Festival, do show do Klaxons, mas quero falar de coisas que me desagradaram nesse fim de semama. Óbvio, eu vou falar da derrota do Gabeira aqui no Rio.
Antes de mais nada, quando foi confirmada a vitória do Eduardo Paes, me senti triste. Triste pois, apesar dele se julgar como o mais preparado (e pode ser que seja mesmo), o Rio talvez precisasse de alguém com dúvidas, que agisse com o coração. Talvez assim o prefeito poderia tomar decisões mais acertadas do que aquele que tem resposta pra tudo e acaba não fazendo nada.
A diferença de votos entre eles foi ridícula. Como escreveu o Ricardo Noblat no seu blog no O Globo, a vantagem de Paes foi menor do que um Maracanã lotado, local que cabe sem esforço 70 mil pessoas, no mínimo. A diferença no segundo turno foi de 55 mil votos.
O que me deixou mais espantada foi o índice de abstenção. 20% dos eleitores optaram por fazer alguma outra coisa do que se dar o trabalho de passar menos de 10 segundos em frente à urna eletrônica. Muitos culpam o governador Sérgio Cabral, que adiantou o feriado do dia do funcionário público para o dia seguinte à eleição. Não sei se essa atitude poderia ter feito de Gabeira o vencedor, mas que isso foi claramente uma manobra pensando nas eleições, isso foi. E uma manobra suja, como foi a campanha do nosso mais novo prefeito. É muito fácil cavar a vida do adversário, enfatizar coligações que só foram feitas de um lado, relembrar questões polêmicas que o adversário apóia.
Não sobra mais nada a não ser ficar de olho no novo prefeito. Prometeu o céu e a terra, principalmente para a zona Oeste, e espero que cumpra. O jornal O Globo colocou na sua primeira capa as propostas que Paes tanto pregou em sua campanha. Você pode ver todas aqui. Imprima, salve, não deixe essa lista de bemfeitorias prometidas se perca no tempo. Daqui a quatro a gente acerta as contas com ele.

Porque não votar em McCain

 
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Você votaria em alguém com essa cara quando ele tenta pegar na sua banda?

Medo eterno.


Um pouco de politicagem em tempo de eleição.

Ontem assisti uma parte do debate entre os candidatos a prefeito do Rio na TV Bandeirantes. Um dos muitos assuntos debatidos por Fernando Gabeira e Eduardo Paes foi a construção da cidade da musica pelo governo César Maia. A obra sempre foi criticada por muitos, mas naquele momento me dei conta de que não sabia o que era, exatamente, a Cidade da Música.

Naturalmente fui ao meu amigo google e ele me deu a resposta. Nada melhor do que o próprio site da prefeitura para ter, em detalhes, o que está sendo construído naquele terreno imenso na Barra da Tijuca.  Confesso que fiquei desapontada.
O primeiro motivo do desapontamento é que o Rio de Janeiro vive um caos urbano nunca antes visto. Violência, saúde precária, transporte mal organizado… Poderia ficar horas aqui escrevendo sobre o que dá errado nessa cidade, mas vou parar por aqui. E diante de tantos problemas, se prioriza uma construção do zero, moderna e que não terá impacto na vida de quem realmente precisa de cultura, que é a classe mais pobre.
Porque não investir nos bairros, levando atividades culturais, como por exemplo ampliar o projeto das lonas, que são espaços importantes no subúrbio e não são aproveitadas como deveriam? Revitalizar espaços comuns, como praças, e outras áreas de lazer, que não recebem nenhuma manutenção da prefeitura depois que são construídas?  Garanto que custaria bem menos do que começar um empreendimento do zero.
O segundo ponto é que a Cidade da Música será destinada, basicamente, a espetáculos de ópera à nova sede da Orquestra Sinfônica Brasileira da Cidade do Rio de Janeiro.  Acho válida a iniciativa de popularizar o gênero, que é tão elitizado no país, mas uma obra que custou um dinheiro considerável dos cofres públicos podia ser mais polivalente, não acham?  Um espaço que proporcionasse grandes eventos, festivais, festivais, com espaço para exposições, teatros a preços populares, cursos e oficinas seria o ideal para o Rio, pois não temos nada desse porte aqui.
A localização é algo questionável também. Entendo que a Barra é um lugar em grande expansão, mas a questão do transporte precisa ser revista com urgência. Não importa o local que você vive, você vai levar MUITO tempo pra chegar na Barra, O bairro se transformou em um mundo a parte do Rio de Janeiro.
Enfim, acho que houve um erro de hierarquização de prioridades, algo que uma cidade tão importante como o Rio de Janeiro não pode se dar ao lixo de vivenciar.

Eleger para mudar

Descobri sem querer que amanhã é dia do prefeito. E não é por que é eleição municipal não. Todo dia 5 de outubro é dia do prefeito. Aquele que tem a obrigação de fazer de tudo pra melhorar a cidade que você vive.

Amanhã é dia de eleição e vou tentar fazer a melhor escolha pra minha cidade. Na última eleição para prefeito, votei no pior candidato possível e espero não cometer o mesmo erro.