Blog is a losing game.


Planeta Terra – como foi

Eu queria muito ter ido ao Planeta Terra esse ano, mas como não pude, minha amiga Íris –  a pessoa que mais entende de festival –  foi e conta pra esse blog falido que ela achou.

Ah, ela odeia Kaiser Chiefs, mas ela é muito legal apesar disso, eu juro!

Planeta Terra 2008, por Íris.

Depois de uma semana enrolando, cá estou nesse blog de minha querida amiga do estado vizinho, para contar minha experiência no último (e segundo) festival planeta terra. Bem, eu gosto muito de festivais, principalmente porque vc consegue ver várias bandas legais com um ingresso só, e o planeta terra é com certeza o melhor que eu já fui. Tim festival, bem, é uma piada né, Skol Beats é bem legal, mas falta alguma coisa, só pra citar esses que tem todo ano aqui em São Paulo. Começar pelo lugar, que é no meio do nada, verdade; mas com vários galpões, grama, puff, pessoas sentadas, bandas gringas, e tudo mais que a gente inveja nos festivais europeus. A organização é ótima, a comida e a bebida é acessível, as bandas não começam nem com um segundo de atraso, a segurança também é ótima, e o banheiro é limpo o festival todo. Um festival dos sonhos. A minha ida ao Planeta Terra deste ano deve-se 100% a vinda do Jesus & Mary Chain, o resto ficou meio de brinde.

Bem, vamos aos fatos. Chegamos no lugar por volta das 16:30hrs, e depois de uma pequena confusão na entrada por causa de ingresso e carterinha de estudante, entramos. Fui para palco Indie ver Brothers of Brazil, a banda do Supla e seu irmão, achei bem chatinho o show, eles dizendo que tocaram em Paris e no Capão Redondo(?), e aquelas músicas-supla de sempre. Apesar que teve até uma bossa nova no meio, e com direito a papai na platéia. Logo desisti de vê-los e fui até o Main pra esperar a primeira banda, o Vanguart. Eu gosto bastante do som deles, já fui em alguns shows e foi o esperado; Hélio entrou no placo com seu óculos escuros e tocou o setlist esperado por quem chegou cedo para vê-los. Surpreendentemente, pelo menos para mim, tinha bastante fãs, cantaram boa parte das músicas e foi um show bom para abrir o Main. Logo depois tinha Mallu Magalhães, que eu até gosto de algumas músicas, mas iria ficar lá de qualquer jeito para esperar o Jesus & Mary Chain. E show dela, foi bem, digamos, chato. Ela não funciona ao vivo MESMO. Não empolga. Até fui comprar uma cerveja e comer algo com risco de dormir no meio. Voltei estava na última música, cover do Johnny Cash – Folsom Prison Blues, e creio que só eu conhecia lá. Anyway, me enfiei na frente ao máximo, para esperar a minha banda da noite.

Quem tinha procurado o setlist do show na Argentina, quase uma semana antes, não surpreendeu em nada, foi exatamente o mesmo. Apesar de nao ter muitas músicas do Psychocandy e do Darklands, os ditos álbuns clássicos, que eu reclamei tanto quando vi o setlist, na hora, não senti falta de nada. Acho que quando você gosta muito de uma banda e, nesse caso, acha que nunca vai ter a chance de vê-los ao vivo, o que tocar na hora, só por estar lá, vale muito a pena. Skanedriver, Head On e Far Gone and Out, as três primeiras músicas, com o Jim e Willian Reid bem na minha frente, todos de preto, valeu cada centavo dos quarenta reais que paguei no ingresso. Teve duas músicas novas, que eu gostei de ambas, e encerraram com Just Like Honey, claro e Reverence. O Jim Reid não fala nada com a platéia mesmo. Só rolou um ‘this is the last song’. Mas com 30 anos de palco, quem precisa de ‘boa noite’, não é mesmo? Logo depois do show deles, rouca, cansada, e sem pernas, fui deitar um pouco em umas esteiras que tinha na parte de fora do palco Indie. Até queria ter assistido o Foals, que foi o que tava tocando quando acabou Jesus, mas estava sem condições. O que acabou sendo uma boa decisão, ninguém que viu eles disse que o show foi bom. O vocalista tava pra lá de Blangadesh, até gritou um ‘maconha’. Anyway, logo depois tinha Spoon, que eu confesso que só fui escutar quando descobri que eles vinham para o festival. O show é bem empolgante, todo mundo que estava lá cantou e dançou bastante. O vocal é bem animado, sem ser chato. Creio que tenha sido bem melhor do que quem se matou pra ver Offspring no Main.

Quando acabou Spoon, fui procurar uns amigos e me preparar pra minha segunda banda da noite, que ia fechar a noite no palco Indie, o The Breeders. O que acontece bastante no Terra, você consegue encontrar todo mundo o tempo inteiro, é praticamente um milagre, hahahahaha. O The Breeders eu conheci meio por acaso, nao gosto de Pixies, com certeza se me dissessem que era a banda da Kim Deal, eu nunca teria escutado pela primeira vez. Mas preconceitos à parte, o som é bem legal e BEM diferente do Pixies. O melhor do show do The Breeders foi a Kim Deal passando o som. Roadie pra que, né? Ela entrava no placo, testava o microfone, afinava a guitarra, todo mundo gritava, e ela saia. Daí entrava de novo, mechia nas palhetas e no setlist no chão, todo mundo gritava de novo, e ela saia. Genial, hahahahaha. Enfim, logo começou o show delas. Sem dúvida, a banda mais ‘simpática’ que eu vi naquele sábado. Elas falam entre elas no microfone, falam com a platéia, riem, dançam; estavam se divertindo, assim como nós. Só acho que o setlist poderia ter sido melhor, as músicas mais legais e esperadas, foram logo no começo, incluise Cannoball, e perdeu um pouco o sentido o decorrer do show.

Assim que acabou o show, encontrei uma amiga que pegou a baqueta do baterista no Bloc Party no Palco Main enquanto eu cantava Divine Hammer no Palco Indie. Ah, e o vocal do Bloc Party ‘se desculpou’ pelo VMB. Cada uma, hahahahaha. A úlitma banda no Main, Kaiser Chiefs, o mais esperado para a maioria do público e pelos meus amigos, devem ter começado o show lá pelas 1:30hrs da noite. Eu? Estava naquelas esteiras perto do Palco Indie, descansado, pensando que vi uma das minhas bandas favoritas dos 80’s, e esperando o show acabar para encontrar meus amigos e ir pra casa.


VMB

Ontem cheguei em casa depois de um dia inteiro na rua e vejo que está passando o VMB. Foi-se o tempo que eu ficava empolgada com premiações da MTV, ultimamente elas tem sido bem fraquinhas. Mas o VMB 2008 foi curioso e diferente do que tem sido nas últimas edições. E isso não é só elogio não.

Eu não vi nada do que aconteceu antes da apresentação do Bloc Party. Aliás, o que foi o Dinho Ouro Preto apresentando os caras em inglês? Isso aqui é Brasil, apesar da influência dos caras do hemisfério norte – vide o nome deste blog –  ainda falamos português, mesmo boa parte dos telespectadores entendendo a lingua dos States.

Foi aí que decidi parar para assitir. Apesar de não ser aquela fã, até gosto de algumas coisas do Bloc Party. Mas, um minuto depois, eu já estava de queixo caído. Era só o meu ouvido nada apurado ou eles estavam fazendo o tão criticado Playback?

Não, meus ouvidos não me pregaram uma peça. Era playback. Tõ querendo saber o motivo até agora, já que todas as outras apresentações foram ao vivo. Porque eles, que supostamente eram a grande atração, iriam pagar o mico de cantar como se estivessem no Faustão ou no Domingo Legal? Até a banda nova do Júnior, que eu achei bem mais ou menos, tocou ao vivo. É isso que e o público quer ver nesses eventos e a platéia, sabiamente, não perdoou os gringos e vaiou mesmo. Deu pra ouvir até um “Play Live” pra ver se a banda entendia o que nós queriamos ver. UPDATE: Foi um pedido da banda não cantar ao vivo.

Agora o melhor da festa: Marcelo Adnet. Ele é uma grata revelação humorística desse último ano, junto com o CQC. Ele mandou muito bem no improviso (provavelmente com alguma coisa de roteiro também) e mudou a rotina do espetáculo. Morri de rir com as rimas inteligentes e só provou que ele tem potencial pra ser o apresentador ano que vem. O Mion até que tava engraçadinho em algumas horas, mas já deu, né?

Outra coisa positiva foi terem modificado as regras pra Banda dos Sonhos, principalmente pelo lance de não poder ganhar dois anos seguidos. Já tava chato todo ano a Pitty e o Japinha ganhando como cantora e baterista. Quando começaram a anunciar os indicados para o posto de guitarrista e mencionaram o nome do Chimbinha, eu tinha certeza que ele ia ganhar. Votaram nele mais por zoação, apesar de já ter ouvido por aí que ele é bom guitarrita. Não gosto de Calypso, acho a voz da Joelma insuportável, mas valeu pela diversidade.

A apresentação do Bonde do Rolê foi bizarra ao máximo, aqueles homens sarados entrando foi o mais engraçado. Mas as novas vocalistas… não dá. Tudo bem que eles são sem noção, mas ela são demais. Perdeu a graça totalmente. E não vou nem comentar aquela feira livre, com um monte de mulher fruta. Direto das capas do Meia Hora pro VMB? Eca! Tem certos modismos que não devem comprar, MTV! fica a dica.

Comentário fútil: amei a roupa da Mallu Magalhães, o vestido era lindo, e o que que tem ir com um sapato de cada cor? Achei super legal.